PF apreende espingarda no Rio Grande do Sul registrada em nome de Bolsonaro após determinação de Alexandre de Moraes
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A Polícia Federal apreendeu, nesta quarta-feira (8), a última arma de fogo registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que ainda não havia sido localizada. O armamento, uma espingarda, foi encontrado em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, após um homem procurar espontaneamente a corporação para informar que estava com a arma e manifestar interesse em entregá-la.
Segundo a PF, como não havia autorização para o transporte regular da espingarda, agentes se deslocaram até o endereço indicado para recolher o armamento e adotar os procedimentos legais.
Com a apreensão, foi cumprida integralmente a determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que havia ordenado a coleta de todas as armas vinculadas ao ex-presidente.
Também nesta quarta-feira, policiais federais realizaram buscas na residência de Bolsonaro para localizar armas, munições, acessórios e documentos de registro. Nenhum material foi encontrado durante a operação.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão e está em prisão domiciliar humanitária desde 24 de março. A medida, inicialmente autorizada por 90 dias por Alexandre de Moraes, foi posteriormente prorrogada.
A decisão de apreender todo o armamento ocorreu após o ministro identificar inconsistências entre o número de armas registradas em nome de Bolsonaro e aquelas efetivamente entregues às autoridades. Para Moraes, a divergência indicava, em tese, possível descumprimento de decisão judicial, justificando a adoção de medidas para localizar eventuais armas que permanecessem vinculadas ao ex-presidente.
O ministro também ressaltou que a manutenção de armas em nome de Bolsonaro é incompatível com sua condição de preso em regime domiciliar.
Na última sexta-feira, ao prorrogar a prisão domiciliar, Moraes determinou ainda o cancelamento do Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente e a apreensão imediata de todas as armas registradas em seu nome.
A medida foi adotada após uma pistola pertencente a Bolsonaro ser apreendida durante uma blitz no Distrito Federal.
Em manifestação ao STF, a defesa informou que, das dez armas relacionadas na decisão judicial, duas haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), enquanto outras oito estariam armazenadas no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.
Com base nessa informação, Moraes determinou que o Exército encaminhasse as oito armas à Polícia Federal em até 48 horas e que a corporação confirmasse a custódia das duas armas já recolhidas anteriormente.
Posteriormente, o Comando do Batalhão de Polícia do Exército comunicou ao STF que apenas seis das oito armas informadas pela defesa estavam sob sua guarda. Após nova conferência, os advogados de Bolsonaro esclareceram que a arma restante, uma espingarda, encontrava-se em uma importadora localizada no Rio Grande do Sul, onde acabou sendo recolhida pela Polícia Federal nesta quarta-feira.
Por Paraíba Master