2 de outubro de 2026
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Pisa 2025: Brasil reduz distância para países ricos, mas segue abaixo da média

 Pisa 2025: Brasil reduz distância para países ricos, mas segue abaixo da média

Foto: Reprodução

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O Brasil diminuiu a diferença de desempenho em relação aos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nas últimas duas décadas, mas ainda permanece abaixo da média internacional em matemática, leitura e ciências. Os dados fazem parte dos resultados do Pisa 2025, divulgados nesta terça-feira (8) pela OCDE.

O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) é realizado a cada três anos e mede o nível de conhecimento de estudantes de aproximadamente 15 anos em diferentes áreas. O Brasil participa da avaliação desde a primeira edição, em 2000.

No levantamento mais recente, os estudantes brasileiros obtiveram 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. A média dos 23 países da OCDE considerados na comparação foi de 466, 469 e 486 pontos, respectivamente.

A diferença é especialmente significativa em matemática. Considerando que uma distância de 20 pontos na escala do Pisa corresponde aproximadamente a um ano de escolaridade, o resultado brasileiro representa uma defasagem de cerca de 4,6 anos em relação à média dos países da OCDE.

Distância diminuiu desde 2006

Apesar do desempenho inferior, os números mostram uma redução da distância entre o Brasil e os países da OCDE desde 2006.

Em leitura, a diferença caiu de 102 pontos naquele ano para 58 pontos em 2025, uma redução de 44 pontos. Em matemática, o intervalo passou de 131 para 92 pontos, enquanto em ciências diminuiu de 113 para 77 pontos.

Os resultados de 2025 ficaram, de modo geral, próximos aos registrados pelo Brasil na edição de 2022. A principal evolução ocorreu em ciências, disciplina que também foi o foco desta edição do Pisa. A pontuação brasileira passou de 403 para 409 pontos.

A avaliação contou com cerca de 760 mil estudantes de 91 países. No Brasil, participaram 30.140 alunos. Entre os estudantes brasileiros avaliados, 72,4% estavam matriculados na rede estadual e 96,9% frequentavam escolas localizadas em áreas urbanas.

A maior parte dos participantes brasileiros, 84,7%, cursava a 1ª ou a 2ª série do ensino médio quando realizou as provas, aplicadas entre abril e maio de 2025.

Desempenho após a pandemia

O levantamento também mostra que a recuperação brasileira após a pandemia de Covid-19 foi, em alguns indicadores, mais favorável que a observada na média dos países da OCDE.

Entre 2018 e 2025, o Brasil conseguiu superar em ciências o desempenho registrado antes da pandemia. Em leitura e matemática, as perdas brasileiras foram menores que as observadas, em média, entre os países da OCDE.

No país, a aplicação e a organização do Pisa ficam sob responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ligado ao Ministério da Educação (MEC).

Avaliação sobre ferramentas digitais

O Pisa 2025 também incorporou um novo domínio de avaliação, chamado “Aprendizagem no Mundo Digital”. A proposta analisou dois aspectos: a capacidade dos estudantes de solucionar problemas utilizando ferramentas computacionais e os processos relacionados à aprendizagem autorregulada.

Nesta primeira divulgação, a OCDE apresentou os resultados referentes à Resolução de Problemas por meio de Ferramentas Computacionais (RPFC). Os dados sobre aprendizagem autorregulada estão previstos para serem divulgados em 2027.

Nesse quesito, o Brasil alcançou 406 pontos, contra 500 pontos da média da OCDE entre os países avaliados. A Coreia do Sul liderou o grupo de 19 países selecionados, com 538 pontos. O Paraguai ficou na última posição, com 352.

Restrição ao uso de celulares aumenta

Os questionários aplicados aos estudantes também abordaram o uso de celulares no ambiente escolar.

Segundo os dados do Pisa 2025, 81% dos estudantes brasileiros participantes estudavam em escolas que tinham algum tipo de restrição ao uso desses aparelhos em sala de aula.

O percentual representa uma forte alta em relação a 2022, quando 37% dos estudantes brasileiros estavam em escolas com restrições. A proporção registrada no país também ficou bem acima da média da OCDE, de 49%.

Mesmo com a melhora relativa observada ao longo das últimas duas décadas, os resultados do Pisa 2025 mostram que o Brasil ainda enfrenta uma diferença expressiva em relação ao desempenho médio dos países desenvolvidos, sobretudo em matemática.

Por Paraíba Master

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