Reino Unido e aliados avançam com plano militar para proteger navegação no Estreito de Ormuz
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O governo britânico vai sediar, nos próximos dias, uma reunião estratégica de dois dias com o objetivo de transformar em ações concretas o acordo político alcançado recentemente em Paris sobre a segurança no Estreito de Ormuz. O encontro ocorrerá no Quartel-General Conjunto Permanente do Reino Unido, em Northwood, na região norte de Londres.
A iniciativa busca estruturar uma operação internacional voltada à proteção do tráfego marítimo na região, considerada vital para o comércio global, já que cerca de 20% do petróleo mundial passa por essa rota. A proposta, liderada por Reino Unido e França, foi apoiada por aproximadamente 50 países e organizações, que defendem uma missão de caráter exclusivamente defensivo.
A movimentação ocorre em meio a tensões no Oriente Médio. O cessar-fogo temporário relacionado à ofensiva conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, chegou ao fim. No entanto, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a prorrogação da trégua após solicitação do Paquistão, condicionando sua continuidade à apresentação de uma proposta de acordo por parte do governo iraniano.
Enquanto isso, Washington e Teerã seguem sem consenso sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã como resposta às ações militares recentes. A expectativa é que novas negociações entre os dois países sejam retomadas em breve.
Segundo o Ministério da Defesa britânico, o encontro em Londres deve abordar aspectos operacionais da missão, incluindo recursos militares disponíveis, organização da cadeia de comando e possíveis envios de forças para a região. A implementação da operação dependerá das condições políticas e de segurança no local.
O ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, destacou que a iniciativa pretende garantir a livre circulação marítima e contribuir para a estabilidade internacional. Ele ressaltou ainda que a cooperação entre os países envolvidos será essencial para restabelecer a normalidade na via estratégica.
Apesar dos avanços diplomáticos, ainda não foi divulgada a lista completa dos participantes da reunião militar. Reino Unido e França continuam articulando para ampliar o número de países envolvidos na operação.
Por Paraíba Master