30 de setembro de 2026
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TJPB julga nesta quarta-feira recurso de Edvaldo Neto para reassumir Prefeitura de Cabedelo

 TJPB julga nesta quarta-feira recurso de Edvaldo Neto para reassumir Prefeitura de Cabedelo

Foto: Reprodução

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) analisa nesta quarta-feira (16) o recurso apresentado pelo prefeito afastado de Cabedelo, Edvaldo Neto, que pretende voltar ao cargo e reassumir o comando da Prefeitura. O processo está sob relatoria do desembargador Ricardo Vital de Almeida.

A sessão do Órgão Especial também deve apreciar pedidos apresentados por outros investigados na Operação Cítrico. Entre os nomes estão Rougger Guerra, ex-secretário de Gestão Governamental de João Pessoa; Luciano Junior da Silva, apontado nas investigações como proprietário do grupo Lemon; Aldecir Monteiro da Silva, sócio da empresa; e Diego Carvalho Martins, que ocupava o cargo de procurador-geral de Cabedelo.

O julgamento estava previsto para a semana passada, mas acabou sendo adiado durante uma sessão itinerante do Órgão Especial. Na ocasião, o desembargador Ricardo Vital solicitou mais tempo para realizar, segundo ele, “ajustes imprescindíveis no processo”.

Afastamento

Edvaldo Neto foi eleito prefeito de Cabedelo em uma eleição suplementar realizada em abril deste ano. Pouco tempo após a vitória nas urnas, ele foi afastado judicialmente do cargo no âmbito das investigações da Operação Cítrico.

A operação foi realizada pela Polícia Federal em parceria com o Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (GAECO), e com a Controladoria-Geral da União (CGU).

As investigações apuram possíveis irregularidades em contratos públicos, incluindo suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos, lavagem de dinheiro e eventual utilização de valores para financiar uma organização criminosa.

De acordo com os investigadores, empresas contratadas pelo município para o fornecimento de mão de obra teriam sido usadas em um suposto esquema fraudulento. As companhias também apresentariam vínculos com pessoas apontadas pelas autoridades como integrantes da organização criminosa denominada “Tropa do Amigão”, que, segundo as investigações, teria ligação com o Comando Vermelho.

A apuração ainda busca esclarecer a possível atuação coordenada entre agentes públicos, empresários e integrantes de organização criminosa na manutenção de contratos com o poder público e na obtenção de vantagens indevidas.

Os contratos que estão sob investigação podem representar, aproximadamente, R$ 270 milhões.

Por Paraíba Master

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