1 de outubro de 2026
Abrir Player em Nova Janela

Igreja Presbiteriana do Brasil defende estabilidade institucional e respeito à Constituição em nota pública

 Igreja Presbiteriana do Brasil defende estabilidade institucional e respeito à Constituição em nota pública

Foto: Reprodução

#Compartilhe

A Mesa do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) divulgou, neste domingo (6), uma nota pública em que manifesta preocupação com o atual cenário de tensão institucional no país e defende a preservação da ordem constitucional, da independência entre os Poderes e do Estado Democrático de Direito.

Publicada às vésperas das celebrações da Independência do Brasil, a manifestação conclama os fiéis presbiterianos à reflexão, à oração e ao exercício responsável da cidadania. O documento também apresenta a compreensão da igreja sobre o papel das autoridades constituídas, fundamentada nas Escrituras Sagradas e nos Símbolos de Fé da denominação, que está presente no Brasil há 167 anos.

Na nota, a igreja afirma acreditar que as autoridades civis foram instituídas por Deus e devem atuar sob a autoridade do Criador, tendo como finalidade a promoção da justiça e do bem comum. Segundo o documento, cabe aos agentes públicos promover a justiça, proteger aqueles que praticam o bem e punir aqueles que persistem na prática do mal.

A IPB também afirma que cristãos podem exercer cargos públicos quando legitimamente chamados para essa função. Para a instituição, magistrados, parlamentares e demais agentes públicos devem atuar na promoção da justiça, da paz, da ordem e da retidão, respeitando a Constituição e as leis estabelecidas.

A manifestação ainda destaca os deveres dos cristãos diante das autoridades. Entre eles estão a oração, o respeito à dignidade dos agentes públicos, o pagamento dos tributos legalmente instituídos, o cumprimento de determinações legítimas e a sujeição à autoridade civil por motivo de consciência diante de Deus.

A igreja ressalta, entretanto, que divergências religiosas, filosóficas ou ideológicas não anulam a legitimidade das autoridades constituídas nem afastam os cidadãos de seus deveres cívicos e legais.

Defesa da independência entre os Poderes

Em outro trecho da nota, a Mesa do Supremo Concílio afirma que a estabilidade das instituições, o respeito à ordem constitucional, a independência entre os Poderes e o cumprimento das leis são fundamentais para garantir liberdade, justiça e paz social.

A instituição também reconhece a importância do trabalho de magistrados, desembargadores, ministros dos tribunais e demais profissionais do Direito que, segundo a nota, exercem suas funções buscando atuar com imparcialidade, equidade e fidelidade à Constituição e às leis brasileiras.

A manifestação expressa ainda apoio aos agentes públicos que desempenham suas funções com “integridade, responsabilidade e espírito de serviço”.

Ao final, a Igreja Presbiteriana do Brasil afirma que irá orar para que as autoridades brasileiras tenham sabedoria, prudência, coragem e temor de Deus no exercício de suas funções. O documento defende que, diante do atual cenário nacional, prevaleçam a verdade dos fatos, a justiça e a paz em benefício da população brasileira.

A nota é assinada pela Mesa do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil e é datada de 6 de setembro de 2026.

Por Paraíba Master

Relacionados