29 de setembro de 2026
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STF começa julgamento de deputados do PL acusados de cobrar propina para liberação de emendas

 STF começa julgamento de deputados do PL acusados de cobrar propina para liberação de emendas

Foto: Reprodução

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou na manhã desta terça-feira (10) o julgamento de dois deputados federais e um suplente do Partido Liberal (PL) acusados de envolvimento em um esquema de corrupção relacionado à liberação de emendas parlamentares. A sessão começou às 9h.

São réus no processo os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE). Eles respondem por corrupção passiva e organização criminosa, conforme denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com a acusação, entre janeiro e agosto de 2020, os investigados teriam solicitado pagamento de propina no valor de R$ 1,6 milhão em troca da liberação de cerca de R$ 6,6 milhões em emendas destinadas ao município de São José de Ribamar, no Maranhão.

O processo é relatado pelo ministro Cristiano Zanin. Também integram a Primeira Turma os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.

Além dos três políticos, outras cinco pessoas apontadas como ligadas aos parlamentares também figuram como rés na ação penal e terão suas condutas analisadas pelo colegiado.

O STF reservou mais duas sessões para dar continuidade ao julgamento: uma ainda na tarde desta terça-feira e outra prevista para a manhã de quarta-feira (11).

Argumentos das defesas

Durante a tramitação do processo, a defesa de Josimar Maranhãozinho sustentou que as acusações apresentadas pela PGR carecem de fundamentação consistente.

Já os advogados de Bosco Costa pediram a rejeição da denúncia, alegando ausência de provas diretas contra o suplente. Segundo a defesa, a acusação se baseia apenas em conversas de terceiros e em anotações manuscritas que não teriam relação comprovada com o parlamentar.

No caso de Pastor Gil, os advogados questionaram a legalidade das provas utilizadas na investigação. A defesa argumenta que o inquérito deveria ter sido conduzido desde o início no STF, e não na Justiça Federal do Maranhão. Além disso, sustenta que a denúncia estaria baseada em suposições e hipóteses.

Por Paraíba Master

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