TJRJ promove semana de conscientização diante do aumento de casos de assédio e violência contra mulheres a partir de 16 anos
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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro iniciou, na última segunda-feira (4), a Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação 2026, reforçando a necessidade de enfrentar práticas abusivas dentro e fora das instituições. A iniciativa ocorre em meio a dados preocupantes sobre a violência de gênero no país.
Levantamento recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que mais de um terço das mulheres brasileiras com 16 anos ou mais já vivenciaram algum tipo de violência. Além disso, quase metade das mulheres relatou ter sido vítima de assédio no último ano, índice que representa o maior patamar já registrado pela pesquisa.
Durante a abertura do evento, autoridades destacaram a importância de ampliar o debate sobre o tema, sobretudo no ambiente institucional. A procuradora federal Daniela Carvalho ressaltou que diferentes formas de assédio — incluindo moral e sexual — provocam impactos profundos na vida das vítimas, atingindo não apenas aspectos individuais, mas também o convívio social e profissional.
O desembargador Wagner Cinelli, que atua em iniciativas voltadas à promoção da igualdade de gênero no tribunal, enfatizou que o enfrentamento desse tipo de conduta ainda é um desafio constante. Segundo ele, muitas vezes o próprio agressor não reconhece suas atitudes como assédio, o que dificulta a prevenção e o combate.
Já a promotora de Justiça Isabela Jourdan chamou atenção para a origem do problema, que, segundo ela, começa em práticas como desvalorização, objetificação e invisibilização das vítimas. Para a promotora, ações educativas e a criação de canais de acolhimento são fundamentais para apoiar quem sofre esse tipo de violência.
O combate ao assédio e à discriminação conta com respaldo legal no Brasil, por meio de programas que estabelecem medidas de prevenção e enfrentamento no âmbito da administração pública em todas as esferas.
Por Paraíba Master