Vorcaro acusa Kassab de negociar propina ligada a doações para Bolsonaro e Tarcísio
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O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, afirmou em uma proposta de delação premiada que os R$ 5 milhões doados em 2022 às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas tiveram origem em um suposto esquema de propina relacionado ao Credcesta, modalidade de crédito consignado.
Segundo reportagem do UOL, assinada por Fábio Serapião, o dinheiro teria sido repassado por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Do total, R$ 3 milhões foram destinados à campanha de Bolsonaro e R$ 2 milhões à de Tarcísio, então candidato ao governo de São Paulo. Os valores foram registrados oficialmente como doações eleitorais.
Na versão apresentada por Vorcaro, a manutenção do Credcesta no governo paulista teria sido acompanhada de negociações políticas. O empresário afirma que Gilberto Kassab, então uma liderança política próxima de Tarcísio e posteriormente secretário de Governo de São Paulo, teria intermediado essas tratativas.
De acordo com o relato, Kassab teria negociado vantagens relacionadas ao negócio e doações oficiais a aliados políticos em troca da continuidade da operação. O Credcesta permaneceu em funcionamento no estado até 2024, quando mudanças regulatórias ampliaram o mercado de crédito consignado.
As acusações, no entanto, são alegações apresentadas pelo próprio Vorcaro em uma proposta de colaboração e não significam, por si só, comprovação dos crimes apontados.
Por Paraíba Master